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Vôo solitário,
Como solitária é a noite.
Cruzo miríades de estrelas,
Mas não me encontro em nenhuma.






 
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Um mundo estranho. Tons amarelados no céu, duas luas (dois sóis?), desamparo. Pessoas assustadas, na expectativa de saber se algo será bom ou ruim. Parece um pôr-do-sol, mas é o céu inteiro que se pôe? Nuvens escuras, entre o cinza e o vinho, borradas com o vermelho e o laranja e o rosa e o amarelo. A atmosefera parada, o mundo em suspense.

Veio do céu. Era sabido por todos que eles (Quem? Não eram daquele mundo) lá estavam, apenas esperando. Eu ao lado de um carro, uma perua, com uma criança (amiga? Bia??) e um desconhecido. Vi a luz dos disparos. Rastros de fogo cruzando o céu, mas não em direção ao solo. Vi as explosões no alto das nuvens, e subitamente percebi algo. "Entrem no carro!!! Agora!!!" Eu, a criança e o desconhecido. Mal fechamos as portas, começa a chover. E quase instantaneamente, ouço o o som dos corpos que caem sobre o capô do carro, sobre o vidro, escorregando pelas portas, mortos no chão. A morte é mais rápida que o desespero...

Saímos dali, sem direção ou esperança, apenas buscando uma sobrevida ? quela crueza. Preocupa-me o circulador de ar, que tem que estar fechado para nos poupar. Já é noite (ou serão as nuvens?), rodamos por estrada de terra. Paramos em lugar onde há mais carros (mais sobreviventes? Não os vi), e já era eu o desconhecido, e levava uma mãe e uma criança. Fora do carro (a chuva parou), cogitamos de trocar de veículo, medo de sermos localizados por (o que quer que seja). Uma casa abandonada (um MUNDO abandonado), cômodos de azulejo.

Bizarro...


14 Nov, 2006 - thomas - visto 26110x



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